quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Carta ao Papai Noel



Querido Papai Noel,

Eu sempre fui muito pé no chão em relação a quase tudo nessa vida, deve ser por isso que eu nunca acreditei muito que o senhor realmente existia. Mas ultimamente eu ando precisando de algo em que acreditar. Algo bom. Por mais simples e inocente que seja. Eu ando precisando acreditar. E por que não começar pelo senhor? Espero que realize meu desejo porque nunca me atrevi a pedir nada. Meu pedido não é nada complicado. Pelo menos eu acho que não. Não quero o carro da moda, dinheiro ou roupas digamos assim, descoladas. Só quero ser feliz. Isso mesmo. Nesse ano que está acabando não fui muito feliz. Sinto que não sorri o suficiente, não fiz amigos o suficiente, poderia ter aproveitado mais, ousado mais quem sabe. Espero que em 2013 eu realmente seja muito feliz, assim como fui em 2011. Quero que, quando chegar nessa mesma época no ano que vem, eu possa olhar pra trás e falar sem nenhuma dúvida: Eu fui feliz. Quero ter histórias pra contar, momentos pra recordar e sentir saudade. Porque por mais que a saudade seja uma coisa ruim de principio, senti-la significa que você viveu bons momentos. Momentos que vai levar pra sempre na memória e no coração. É só isso que peço, é só isso que eu quero. 

Com um sorriso,


이 영 인

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

E aqui estamos nós de novo. Ocupando o mesmo espaço. Isso é possível? Nunca fui muito boa em exatas, principalmente física. Mas deixemos o questionário pra depois. Você vem até mim e me dá um beijo no rosto como se nada tivesse acontecido. Como se nunca tivéssemos nos visto antes. Tudo bem, ele está te provocando. Mantenha o foco, Mariana. Respondi com um sorriso e logo dei de ombros. Continuei conversando com o pessoal a noite toda, mas o modo como você me olhava enquanto achava que eu estava distraída era o que me matava. Resolvi dar uma chance. Afinal, não poderia ser tão ruim assim. E conforme você foi me contando sua rotina, manias que te desagradam e coisas que te encantam, eu só conseguia olhar nos teus olhos que consequentemente, não parava de encarar os meus. Até que você disse: "Sabe o que me lembra você?" e eu, já esperando o pior, perguntei o que. "Beijos de borboleta". Isso era demais pra mim. Ele se lembrava de cada gesto, cada ato, cada palavra que eu havia pronunciado naquela noite em que nós nos... bem, você sabe. E depois daquilo, depois de você lembrar cada mínimo detalhe do nosso último encontro, eu me rendi. Sobre a pergunta no início do texto, não sei ao certo. Só sei que quando estamos juntos, nós tornamos um só. E por mais que eu gritasse pro mundo inteiro que te odiava, meu coração sabia que te amava.



(이 영 인)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

(...) E você me olha com aquela cara de piedade e faz a pergunta mais descarada do mundo. "Será que alguém nesse mundo realmente me ama?". Eu abaixo meus olhos e dou um riso abafado, mas minha vontade é dizer: "Eu... olha pra mim aqui. Eu sempre amei você." Calei-me.


(이 영 인)

sábado, 25 de agosto de 2012

Tempo ao tempo.

Eu não sei o que aconteceu. Tudo está fora de controle. Antes eu podia evitar essa minha cara de tola apaixonada, os suspiros, os olhos fechados durante um abraço teu, um "eu te amo" baixinho. Agora mal posso conter minhas palavras. Depois de confessar como eu realmente me sinto quando você está perto (e quando não está também) meu coração, tolo, pensa que é correspondido. Pensa que minhas expectativas vão finalmente se tornarem reais. Mas a verdade é que não vão. Nada mudou. Quer dizer, quase nada. Você está distante, muito mais do que era antes. Eu sei que te assustei com essa ideia de ficarmos juntos, com esses meus sentimentos tão escancarados e minha cara de quem só pede um pouquinho de amor. Mas no fundo, eu te entendo. "Eu queria tanto que você não fugisse de mim, mas se fosse eu, eu fugia". Você precisa do seu espaço e eu irei respeitar isso. Se é ficar distante de mim o que você quer, é isso que você terá. 


(이 영 인)

sábado, 11 de agosto de 2012

Covardia.

Você sempre reclamou por eu nunca ter escrito uma só linha sobre você. Nunca o escrevi pois tinha noção do seu efeito sobre mim. Tive medo. Fui covarde. Não queria alimentar algo que no futuro não iria dar frutos. Você sempre tão independente e destemido, nunca se prendeu a ninguém. E eu sou tão dependente de palavras de afeto e um cafuné. Sempre precisei de alguém do meu lado pra me sentir completa. Tinha medo de mergulhar nas profundezas desses olhos sempre tão confusos e não conseguir mais sair. Seguir as curvas do seu corpo e acabar provocando um acidente no qual somente eu saísse ferida. Porque durante toda a minha vida tem sido assim. Eu não quero apenas uma amor de verão, uma semana juntos, uma ficada ou um "rolo". Quero algo sério, e quero com você! Mas tem que prometer que irá cuidar das minhas feridas.  Prometa que sempre estará aqui quando precisar. Que independente de tudo e de todos, no final, ainda será eu e você. Ou melhor. Prometa que ainda existirá um nós. 


(이 영 인)

Esgotada.

Eu já gastei todas as minhas frases e rimas. Acabaram as palavras, os versos, os refrões. Minha playlist se esgotou e mesmo assim ainda quero escrever sobre você. Sobre o efeito que causa em mim. Sobre seus braços longos e sua estatura média. Suas unhas tão pequeninas e seu cabelo sempre tão desarrumado. Seu cheiro de tabaco e sua boca rosada. Já não resta mais nada em mim, mas ainda assim quero escrever mais sobre você. Porque aquelas três palavras são ditas demais. Elas não são capazes de resumir tudo o que eu sinto por você. Nunca nada é suficiente quando se trata de ti.


(이 영 인)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Inalcançável.

Eu sinto uma vontade estranha. Vontade de toda hora arranjar alguma folha ou guardanapo na onde eu possa deixar um pouquinho do meu amor por você traduzido em palavras. Transcrever em algum amontoado de letras o que eu tento tanto te mostrar, te falar, mas sempre tropeço. Sempre hesito. Qualquer coisa, qualquer detalhe ou palavra faz com que algo me venha em mente. Algo sempre relacionado a você e aos seus olhos sempre tão opacos e ao mesmo tempo, tão cheios de vida. Tudo me faz lembrar seu sorriso torto e sua voz rouca ao pé do meu ouvido. Seus dedos passeando sobre minha coxa, sua cara sacana. Quase posso sentir seus lábios tocando os meus. Quase consigo sentir seu cheiro no meu travesseiro. Mas ai me lembro de que ter você deixou de ser uma possibilidade pra se tornar um sonho. Daqueles inalcançáveis. É isso. É isso que você representa pra mim. Algo inalcançável. Algo que uma garota como eu nunca conseguiria conquistar. 


(이 영 인)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Devolva-me.


E todos os dias eu me convenço de que te deixar ir é o melhor a fazer. Digo ao meu reflexo no espelho que seus sorrisos maliciosos e seus olhares fúnebres já não vão mais mexer com a minha imaginação. Mas é só me descuidar por um instante que já estou à mercê. Basta trocar algumas palavras contigo que já me pego sonhando com um futuro pra nós. Porque no fundo eu sei que não quero te deixar ir. Não quero ver você desaparecendo com as minhas melhores lembranças. Eu rezo pra esquecer, mas no fundo quero lembrar tudo. Das tardes de domingo, as suas piadas que nunca tinham sentindo ou graça alguma, sua indiferença, seu modo rústico, mas ao mesmo tempo tão carinhoso. Não quero me esquecer desse sorriso que acaba se tornando o motivo do meu. Eu quero tudo... E quero já! Devolva-me os dias felizes, o riso solto, a alegria me chamando aonde quer que eu vá. Devolva-me seus beijos com gosto de felicidade, seus dedos entrelaçados aos meus, seus olhos frios e vazios olhando bem no fundo dos meus tão inocentes e cheios de amor. Por favor, devolva-me tudo e se puder, venha incluso no pacote.



(이 영 인)

domingo, 5 de agosto de 2012

Incondicional.


"Essa não é mais uma carta de amor, são pensamentos soltos traduzidos em palavras pra que você possa entender o que eu também não entendo..."


São 02h30min da manhã e eu estou escrevendo isso pra você. É engraçado como desde o momento que eu abri meus olhos pela manhã você não saiu da minha mente. Mais engraçado ainda: desde o dia que nos conhecemos você habita meus pensamentos. Em qualquer lugar que eu vou te sinto presente, te sinto comigo. Talvez amar seja isso, não é? Sentir a pessoa amada perto mesmo quando ela não está... Mesmo quando nunca a tenha visto. Loucura esse lance de amor as escuras. Amar sem nem ao menos sentir o calor do corpo ou ver o brilho dos olhos. E dói. Mesmo sabendo que tendo ou não você por perto, isso não mudaria seus sentimentos em relação a mim, seria muito bom poder te ver. Falar olhando nos seus olhos, te abraçar quando precisar de conforto ou simplesmente passar um dia inteiro ao seu lado, sem falar nada mesmo, só observando como a luz do sol faz seus olhos ficarem ainda mais bonitos. Seria muito bom te ter por perto. Enfim, mas a distancia nunca me impediu de te amar. Nem a distancia, nem a ausência. Lembra-se dos três meses que quase nunca entrava? Eu ficava me perguntando se você estaria bem, se já tinha comido ou se já havia dado pelo menos um sorriso sincero. Pedia todas as noites pra que você dormisse bem e se lembrasse de mim. Lembrasse que eu me importava e sempre estaria do seu lado de alguma forma. Seja sincero e responda para si mesmo: Você realmente me amou algum dia? Sentiu minha falta alguma vez? Às vezes acho que sim, mas outras... 
Lembro-me da vez que voltou, era carnaval e você dizia que me amava e que estava arrependido. Arrependo-me até hoje de não ter aceitado aquele beijo. Fico imaginando se tivesse te beijado, se as coisas seriam diferentes, se estaríamos juntos... Mas você voltou justamente quando eu consegui reorganizar minha vida e preencher o vazio que você deixou. Estava tudo indo tão bem...
É incrível a capacidade que você tem de estragar meu dia e no ultimo segundo, conseguir salva-lo. Fazer-me chorar por alguns instantes, mas logo depois colocar um sorriso no meu rosto. Você mexer comigo como ninguém nunca mexeu. Faz-me sentir coisas que achei que jamais sentiria. Você derreteu o gelo que habitava esse coraçãozinho. Você me dá forças para querer continuar, me faz sorrir, me apoia... Sabe o que eu faço antes de dormir? Planos. Planos pra um futuro ao seu lado, planos pra nós. E eu não quero ver você vivendo os nossos planos com outra pessoa.
Natal de 2010 sabe o que eu pedi? Você aqui comigo. Ano novo, te desejei tudo de melhor daqui de longe. Todas as vezes que via uma estrela cadente fechava meus olhos e pedia com todas as forças que ainda me restavam: Eu o quero aqui! Dia 11\11\11 as 11:11:11, mesmo não acreditando muito nessas coisas, pedi você ao meu lado. 
Não existe ninguém no mundo que te ame mais do que eu, agora você acredita? Eu abriria mão da eternidade só pra ter um dia com você, entende? Faria tudo o que estivesse ao meu alcance, de verdade, mas eu não posso querer sozinha, não é mesmo? Enfim, esse amontoado de palavras não é nada, apenas uma forma de te lembrar de que alguém te ama... E muito!
                                                                                                                                                   
         "Eu sei que você não gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim?"

Carta escrita em 15/12/2011 às 02h30 por 이 영 인

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Eu quase consegui abraçar alguém semana passada. Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente. Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo. Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dele. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente. Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias. Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho. Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada. Todos os dias eu quase te ligo, eu quase consigo ser leve e te dizer: “Ei, não quer conhecer minha casa nova?” Eu quase consigo te tratar como nada. Mas aí quase desisto de tudo, quase ignoro tudo, quase consigo, sem nenhuma ansiedade, terminar o dia tendo a certeza de que é só mais um dia com um restinho de quase e que um restinho de quase, uma hora, se Deus quiser, vira nada. Mas não vira nada nunca. Eu quase consegui te amar exatamente como você era, quase. E é justamente por eu nunca ter sido inteira pra você que meu fim de amor também não consegue ser inteiro… Eu quase não te amo mais, eu quase não te odeio, eu quase não odeio aquela foto com aquelas garotas, eu quase não morro com a sua presença, eu quase não escrevo esse texto. O problema é que todo o resto de mim que sobra, tirando o que quase sou, não sei quem é.


Tati Bernardi

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Tristeza faz p(arte).


Faça-me quebrar a cara, arranque-me o último gole de esperança, deixe-me em um canto qualquer me lamentando por algo que fiz ou deixei de fazer. Conte-me as mais terríveis mentiras, quebre meu coração, mostre-se indiferente. Pois é só assim que eu consigo ver nitidamente o que acontece a minha volta. É só dessa maneira que eu percebo o quanto eu fui estúpida por acreditar em algo sozinha. Por insistir nesse amor unilateral. Faça-me perder a razão, o ar, o chão. Sentir-me total e completamente sozinha, inútil. Dessa maneira, somente dessa maneira, sai alguma coisa de mim. No meu caso, tristeza não apenas faz parte, mas faz arte também.



(이 영 인)

terça-feira, 17 de julho de 2012

Conhecendo-me



Escritora meia boca, incompreendida, dramática, sonhadora, criança na maior parte do tempo, apaixonada por olhos brilhantes e bocas carnudas. Amante da música popular brasileira, cantora de chuveiro, especialista em levantamento de garfo, estranha, tímida, calada, péssima em exatas. Uma bagunça por dentro e por fora. Passo a maior parte com os meus livros ou com meu violão. Gosto de estar sozinha, mas tenho pavor de me sentir dessa maneira. Sou insuportável e isso piora na minha TPM. Sou sociável, mas tenho pouquíssimos amigos. Sempre acho que sou culpada por tudo, não importa o que seja. Choro atoa, sou autora de piadas sem graças, adoro cozinhar, embora não saiba muito bem. Adoro animais, principalmente gatos. Gosto de crianças, fazer bagunça, mexer em cabelos. Amo o barulho da chuva na minha janela, cheiro de terra molhada e dias nublados. Adoro o som de risadas, cheiro de café, um cafuné. Gosto do som do mar e sentir a areia entre meus dedos. Creio que não há nada melhor do que jogar conversa fora com pessoas da qual eu gosto. Sou completamente apaixonada por flores, beijos no pescoço e ficar na cama. Gosto de fazer as pessoas rirem e que me façam sorrir também. Prefiro escutar a falar. Tenho certa dificuldade em ter relacionamentos, acho que não preciso mencionar o porquê, não é? Não sou o tipo de pessoa pela qual outra se apaixona, de verdade. Desastrada demais, atrapalhada demais, calada demais, sentimental demais. Prazer, essa sou eu.



(이 영 인)

domingo, 8 de julho de 2012

Coração aberto.

E é tão estranho te ver com outros olhos. Não sentir que meu mundo irá desabar só porque você está por perto. Ver que meu estômago não dá aquela reviravolta e faz com que eu sinta aquelas malditas borboletas só porque você abriu aquele sorriso. Sorriso que há algumas semanas atrás fariam minhas pernas bambearem. Mas não fizeram. Meus olhos já não se enchem de lágrimas ao ver que está olhando aquela garota como gostaria que olhasse pra mim. Ou notar que você simplesmente tem algo melhor pra fazer do que ficar horas conversando comigo. Estranho como o amor é. Um dia, lá estava eu escrevendo canções e poemas com o coração na mão, implorando por um milagre que fizesse você olhar um pouquinho pra mim e notar que tudo o que eu sentia por você ainda não havia passado. Agora cá estou eu, falando sobre nós novamente, mas com uma visão totalmente diferente... Como amigos. Como se você nunca tivesse feito com que eu passasse noites em claro ouvindo aquelas estúpidas canções sobre a garota invisível e o cara idiota que nunca a nota. Acabou. O amor finalmente tomou uma forma diferente. E eu finalmente superei.  



(이 영 인)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

" Estamos perdendo tempo. Não viu que a pipa está indo para o outro lado?
Hassan trincou uma amora. - Está vindo pra cá - respondeu
Eu mal podia respirar e ele nem parecia cansado. - Como pode saber? - perguntei

Eu sei 
Como?
(...)- Já menti pra você, Amir agha?
De repente, resolvi implicar com ele.
Sei lá respondi.
  Já?- Mil vezes comer cocô! exclamou ele com ar indignado. 
 — De verdade? Você faria isso?
(...)- Faria o quê?

 — Comer cocô, se eu mandasse - respondi.
(...)
Se você mandasse, faria, sim disse ele afinal, olhando bem para o meu rosto.
Baixei os olhos. Foi aí que descobri como é difícil olhar diretamente nos olhos das pessoas como Hassan, essas pessoas que dizem sinceramente o que pensam.
 
Mas fico imaginando... acrescentou ele. Será que algum dia você me mandaria fazer uma coisa dessas, Amir agha?
E, com isso, Hassan me propôs um pequeno teste. Se eu ia provocá-lo, desafiando sua lealdade, ele ia fazer o mesmo, pondo em prova a minha integridade. (...)
Não seja idiota, Hassan. Você sabe muito bem que eu não faria isso!
(...)- Eu sei
disse ele.
E esse é o problema das pessoas que são sinceras: acham que todo mundo também é." 



(O Caçador de Pipas)

segunda-feira, 2 de julho de 2012


Ei, querido. Como você está? Eu espero que bem, porque eu não estou. Antes eu colocava um sorriso nos lábios e fingia estar tudo em seu devido lugar. Costumava funcionar. Mas hoje perguntaram-me o por quê da feição tão triste. Hesitei por alguns instantes, mas logo disse que não era nada. Esse “nada” tem nome, sobrenome, endereço e telefone. Esse “nada” é você. Um nada que se tornou tudo na minha vida tão cheia de buracos. A verdade é que eu estou cansada de fingir que está tudo bem, quando na verdade está tudo desmoronando. Preciso de um alicerce. Um lugar onde possa construir uma casa e por lá ficar. Você era o terreno ideal pra mim, mas onde estás agora? Onde estás além de aqui dentro de mim? (이 영 인)

Cartas que jamais enviarei - 9 de setembro de 2011 às 20:08


Oi meu amor. Será que eu ainda posso te chamar de meu? Tanto tempo se passou desde a ultima conversa que tivemos, lembra-se? Decidimos que era melhor cada um seguir o seu caminho e que a amizade continuaria. Veja só, hoje não tenho nem noticias suas. Mas ouvi dizer que você está mais magro, mudou o corte de cabelo, o estilo e está prestes a se casar. O irônico é que pra quem disse que jamais iria me esquecer, isso aconteceu muito rápido. Mais rápido do que eu poderia imaginar. Eu peço todas as noites para todos os santos que puder imaginar para te tirarem da minha mente. Desde quando você virou as costas e partiu, minha vida tem sido um tormento. Noites mal dormidas e pesadelos constantes passaram a fazer parte da minha rotina. Mas me conte sobre essa nova garota. Ela é mais bonita que eu? Ela conta piadas mais engraçadas do que as minhas? Ela te faz mais feliz do que eu fazia? E o sorriso dela, é tão sincero quanto o meu era? Eu sinto falta de cada detalhe, cada coisinha que passamos juntos. E por mais que eu não queira viver de memória, quando menos espero, lá estou eu agarrada a elas outra vez. Memórias foi a unica coisa que me restou. Ainda tenho aquela sua camisa que você me emprestou para dormir, ela ainda tem o seu cheiro. O lado da cama onde você dormia ainda está da maneira que você deixou. A toalha jogada em cima do sofá, os episódios que ficaram gravados da sua série preferida, o ramalhete de flores que você me deu, por mais que as rosas estejam murchas, permanecem sobre a mesinha da sala de estar. Os videos que gravamos, as coisas que compramos pra nossa nova casa, o vinho que abrimos naquela manhã de janeiro… tudo está como você deixou. Eu só quero te pedir uma coisa, meu amor. Quando puder voltar para casa, ajude-me a arruma-la. Aproveite também para arrumar a bagunça que você deixou dentro de mim, eu ando precisando seguir em frente.


(이 영 인)

Universo particular.


Lá está ela. Sozinha, como sempre. Se você olhar no fundo dos olhos dela perceberá que ela está se esforçando para passar uma falsa felicidade. Se continuar observando, perceberá que seus olhos estão vermelhos e que ela estava chorando a pouco tempo. Ela tem um coração partido, triturado, despedaçado. Ela está sangrando por dentro e sorrindo por fora. Está se esforçando para que ninguém pergunte o que aconteceu. Em sua mente ecoa a seguinte frase: “Eu sou feliz! Eu sou forte! Eu sou feliz…”. Talvez a repetisse incansavelmente para tentar se convencer de que realmente está contente. Mas no fundo, bem no fundo, ela sabia que não era bem assim. Pegou o cigarro dentro de um dos bolsos da calça e levou-o a boca mais que depressa. Em uma hora dessa, o que menos queria era estar lúcida. Deu o primeiro trago, fechou os olhos e começou a entrar em seu mundo. Um lugar onde não existiam ilusões e coração partido. Um lugar onde ela finalmente podia ser feliz, mesmo que apenas por alguns instantes.


(이 영 인)

Adeus.


Eu não sabia o que fazer, tampouco o que falar. Ele estava ali, na minha frente, pedindo perdão com lágrimas nos olhos. Eu tentava ser fria, fingia não me importar, mas no fundo tudo o que queria era me ajoelhar junto a ti, te abraçar e dizer como havia sido difícil continuar vivendo sem você. Não, eu não podia botar tudo a perder, não agora. Senti uma lágrima quente rolando pela minha face. Enxuguei-a rapidamente. Não podia deixar transparecer qualquer emoção, qualquer tipo de afeto ou dar algum sinal de que me importava. Então, em um rápido gesto, você pegou minha mão, olhou no fundo dos meus olhos e pediu para que eu dissesse que já não sentia mais nada. Como num ato instintivo, desviei o olhar. Ele não podia olhar nos meus olhos, saberia que estava destruída por dentro. Ele, insistente, levantou meu rosto com uma das mãos e fez seu pedido novamente. Dei um longo suspiro e olhando em seus olhos, disse que já não o amava. Então, já com os olhos vermelhos de tanto chorar, você foi embora. Eu fiquei lá, sem você, sem ninguém. Mas isso eu superava, afinal, sempre foi assim.


(이 영 인)

Medos, incertezas e solidão.


E a garota que tinha todas as respostas na ponta da língua, opinião formada sobre tudo, perdeu sua voz. Já não sabia mais o que era certo ou errado. Tinha medo de tudo. Medo do escuro, do silencio, da solidão. Já não sabia mais como se sentir, como agir, falar, se expressar. Sentia-se perdida em um mundo desconhecido, sombrio. E a garota que tinha todas as respostas na ponta da língua percebeu que estava sozinha.



(이 영 인)

Nascemos para fingir.


Vivemos em um mundo repleto de atores. Enquanto uns forçam um sorriso para disfarçar os buracos, outros fingem lágrimas para conquistar alguma coisa. Existe aqueles que fingem uma dor para ir embora, e outro que fingem se preocupar. Todos poderiam protagonizar uma novela, ou fazer um filme, porque fingir sempre foi o maior dom do ser humano.


(이 영 인)

Diga-me


Diga-me como parar. Diga-me como te esquecer. Nem que seja por um segundo, só para eu sentir meu coração batendo sem nenhuma culpa, sem nenhum medo, sem nenhuma magoa. Diga-me como ficar longe de você, como suportar sua ausência. Diga-me como parar de me importar, como começar a não ligar se você está sorrindo para outra garota, ou olhando-a como gostaria que olhasse para mim. Diga-me como superar, como cicatrizar, como deixar você no passado. Trancar-te dentro de uma caixa e jogar a chave fora. Diga-me como posso te ver novamente apenas como um amigo, como perder todo o interesse, como relevar. Diga-me como viver sabendo que já não existe um “nós”. Diga-me, ensina-me, faça-me entender como posso viver sem ter você.


(이 영 인)

domingo, 1 de julho de 2012

Onde está você agora?


Quem é você? Sinceramente, já não o conheço mais. Onde está aquele garoto pelo qual me apaixonei? Onde está aquele menino solitário que sempre precisava de um abraço forte e um "eu nunca vou te abandonar" ao pé do ouvido? Olha só pra você. Presunçoso, arrogante, ignorante. Idolatrando tudo o que criticava há um tempo. Criando laços com pessoas que condenava, dando mais importância ao material do que ao sentimental. Fútil, mesquinho. Falando bobagens o tempo inteiro. Onde foram parar suas frases inteligentes e sacadas extraordinárias? Seus poemas feitos em guardanapos e seu sorriso torto? Seus olhos de ressaca, cabelo bagunçado, cara de sono. Nem isso consigo enxergar mais. Estou aqui, esperando uma resposta. Onde está você? Mas o de verdade, o real. O "você" que tem sentimentos, opiniões. O "você" que eu tanto amava, tanto idolatrava e desapareceu sem se explicar. Procure-me no lugar de sempre, estarei lá te esperando. Mas quero que vá sem essa sua bagagem de más ideias e pensamentos xucros. Quero que vá inteiro. E que vá para ficar.


(이 영 인)

domingo, 24 de junho de 2012

O vazio.

Passei muito tempo tentando “suprir meus vazios” até descobrir que o que apertava o meu peito era a quantidade de entulhos emocionais que eu carregava. Eu precisava era do vazio para me sentir internamente arejada e com bastante espaço para crescer. A angústia não é um vazio, é uma corrente que se arrasta. O vazio é uma possibilidade, uma lacuna a ser preenchida, um espaço para uma decoração nova. Precisamos de páginas em branco para que nasçam poemas, de recipientes disponíveis, de um coração espaçoso, de uma alma livre, de uma mente aberta. O vazio só existe para os desapegados, para os que suportam e celebram o silêncio que possibilita-nos ouvir os sussurros da intuição e não os gritos infantis dos desejos imediatos. O vazio é uma esperança maciça. Ele não é apenas a falta que nos move e motiva, mas a lembrança mais genuína de que somos seres inacabados e que precisamos nos construir diariamente, incansável e eternamente. O vazio não é um abandono de si, é um reconhecimento do eu, um convite para o Outro, algo que deve ser preenchido temporariamente, dentro do mesmo movimento humano de acordar sempre um desconhecido. O vazio é uma curiosidade que ainda não foi desvendada. É ter braços livres para o abraço que acabará daqui a pouco, mas que ecoará constantemente na lembrança mais bonita. Porque no toque intenso, o afeto estava leve.
 
Marla de Queiroz
Ele não sabe mais nada sobre mim. Não sabe que o aperto no meu peito diminuiu, que meu cabelo cresceu, que os meus olhos estão menos melancólicos, mas que tenho estado quieta, calada, concentrada numa vida prática e sem aquela necessidade toda de ser amada. Ele não sabe quantos livros puder ler em algumas semanas. Não sabe quais são meus novos assuntos nem os filmes favoritos. Ele não sabe que a cada dia eu penso menos nele, mas que conservo alguma curiosidade em saber se o seu coração está mais tranquilo, se seu cabelo mudou, se o seu olhar continua inquieto. Ele nem imagina quanta coisa pude planejar durante esses dias todos e como me isolei pra tentar organizar todos os meus projetos. Ele não sabe quantos amigos desapareceram desde que me desvencilhei da minha vida social intensa. Que tenho sentido mais sono e ainda assim, dormido pouco. Que tenho escrito mais no meu caderno de sonhos. Que aqui faz tanto frio, ele não sabe por mim. Ele não sabe que eu nunca mais me atentei pra saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável. Que aprendi a não sobrecarregar meu coração, este órgão tão nobre. Ele não sabe que eu entendi que se eu resolver a minha dor, ainda assim, poderei criar através da dor alheia sem precisar sofrer junto pra conceber um poema de cura. Hoje foi um dia em que percebi quanta coisa em mim mudou e ele não sabe sobre nada disso. Ele não sabe que tenho estado tão só sem a devastadora sensação de me sentir sozinha. Ele não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia: Ele nem imagina que foi ele quem me ensinou esta alegria.
 
Marla de Queiroz

quinta-feira, 7 de junho de 2012

We got us.

Olha uma estrela cadente! Faça um pedido, Mari.
Confesso que quando pediu para que eu fizesse um pedido, minha vontade era olhar nos seus olhos e dizer: "tudo o que eu mais quero está aqui na minha frente." Calei-me. Queria ter dito algo, feito algo, qualquer coisa, qualquer gesto. Mas não fiz. Meu único desejo é que deixemos de ser "eu e você" para sermos "nós". Queria que pudesse presenciar cada momento da sua existência. Desde a hora que você acorda de manhã com seus olhos pequenos e seu cabelo bagunçado até a hora que chega em casa, já altas horas da noite, com a gravata já frouxa e as vistas cansadas. Poder fazer o seu café, almoço e jantar. Visitar seus pais, ajudar sua mãe com os serviços domésticos e ver que seu velho sente orgulho por você ter encontrado uma garota como eu. Brincar com sua irmã e ficar horas conversando com o seu irmão mais velho que você tanto reclama, mas que no fundo, é muito parecido contigo. Ler seus livros, rir seu riso, aprender tuas manias, decifrar teus mistérios, usar suas gírias. Queria você entre meus lençóis me mostrando um mundo diferente, desconhecido. Mostrando-me as mais diversas sensações que um homem pode proporcionar a uma mulher. Encher-te de beijinhos, deixar um bilhete na cabeceira toda manhã. Chorar teu choro manso, cuidar do teu coração. Ler histórias pra você dormir. Comprar um apartamento onde só caiba eu, você e nossos sonhos. Onde poderemos não nos importar com a bagunça ou com o que nossos vizinhos pensarão de nós. Brigar com você, virar as costas durante horas e depois, com apenas um simples olhar de arrependimento, tudo estaria resolvido. Aí é um abraço pra cá, um beijo pra lá e a história termina no quarto. A paixão viria mais forte. O sentimento ainda mais bonito e o prazer seria indiscutível. Ser feliz pelo simples fato de um ter ao outro, independente da situação. Namorados, amante, mas, acima de tudo, amigos!



(이 영 인)

sábado, 2 de junho de 2012

Infância

Quero de volta meus anos felizes nos quais eu podia andar por aí sem nenhuma preocupação com o que os outros iriam falar de mim. Quero meus joelhos e cotovelos ralados, meu nariz esfolado, meu riso solto. Chegar as pressas da escola, fazer meu dever e ir brincar na rua até tarde da noite. Ter amigos por simplesmente ser quem eu sou. Sorrir pelo simples fato de estar feliz, realmente feliz. Correr sem rumo, esconder atrás do muro, brincar de policia e ladrão. Ser quem eu quissesse ser. Ter o que eu quissesse ter, mesmo que só na imaginação. Chutar a bola, pular amarelinha, jogar a peteca. Nunca ficar sozinha. Nunca me sentir sozinha. Quero minhas bonecas para servirem de cobaia quando eu resolver testar um novo corte de cabelo. Quero meus bonecos para servir de principe encantado. Quero minha inocencia. Acreditar que todas as pessoas são felizes. Acreditar nas pessoas. Ou simplesmente acreditar. Em qualquer coisa. Em um futuro melhor por exemplo. Acreditar que um dia as todos vão poder viver felizes, em paz, em união. Acreditar que a criança que mora em cada um de nós vá resurgir e fazer com que tudo se clareie. Porque nesse mundo, não há nada que o riso e o olhar de uma criança não resolva. É nisso que eu quero acreditar. É nisso que precisamos acreditar. Acredite.



(이 영 인)

domingo, 27 de maio de 2012



Sobre a vontade de apoderar-se de uma minúscula partícula do seu gostar. Sobre as palpitações e espasmos musculares, quando cada vez mais perto de mim tu se aproximas. Sobre o suor escorrendo em minha face, percorrendo todo o meu corpo me fazendo sentir calafrios, quando a ponta de seus dedos pousam em minha cintura. Sobre o desejo desvairado, quando nossos lábios se encontram. Sobre o queimor que sobe dos pés até a cabeça, quando os corpos se encostam; se reclinam; se recostam. Sobre o desejo avassalador que me domina, quando sua língua começa a invadir toda a extremidade de minha boca. Sobre excitação que me apodera; me consome por inteira, quando todos os atos explícitos já foram cometidos.


Sobre o porquê de tanto porquês, e responder que é você.


— Terrorismo-poetico

sábado, 26 de maio de 2012

Você, eu e nada mais.

O tempo é lento pra quem se espera. Lento e cruel. Cada caminhada dos ponteiros é uma tortura. Minutos parecem horas e horas parecem dias. O coração bate cada vez mais fraco, coitado, não foi feito pra esperar. O corpo implora pelo toque, a boca quer sentir de novo aquele beijo, minhas mãos querem ficar entrelaçadas com as suas... Mas, como? Como diminuir essa distancia? Como deixar tudo pra tras e simplesmente ir? Não que me falte coragem, mas me falta idade. Se eu pudesse, se eu realmente pudesse, já estaria ai há tempo. Já teria deixado esses quilometros que nos separam para tras, já teria mandado todos que não acreditam nesse amor se danar. Não estaria aqui, no meu quarto, em pleno sabado a noite, escrevendo sozinha ao som da trilha sonora de um filme do qual não me lembro o nome. Não estaria aqui, com uma blusa surrada, cabelo bagunçado e unhas por fazer. Eu estaria aí, embaixo de um cobertor, te abraçando desde o inicio de algum filme usando a desculpa de que estou assustada demais para ficar do outro lado do sofá. Depois do filme, iriamos pro jardim ver as estrelas, ficariamos ali, sem dizer nada até que eu soltasse uma piada idiota e você riria pra não me deixar sem graça. Mas minha vontade naquele momento seria segurar sua mão e pedir pra que você não fosse embora, nunca mais. Mas não faria nada. Nem se quer te olharia. E ficariamos assim, até que eu pegasse no sono. Você, ao inves de me acordar, me pegaria no colo e me levaria até a sua cama. Deitaria ao meu lado e ficaria horas ali me olhando até pegar no sono também. Nossa geladeira seria repleta das mais diversas porcarias e todos os dias, apostariamos algo durante uma partida de video-game. Você seria melhor do que eu, mas me deixaria ganhar algumas vezes. Nas noites de sabado, ficariamos na sacada do nosso apartamentinho tomando refrigerante e jogando palavras-cruzadas. Dessa vez, eu seria a melhor já que desde pequeno, você nunca soube lidar muito bem com as palavras. No domingo, eu faria a macarronada que você tanto gosta e ficariamos conversando sobre a rotina. Você reclamando do seu chefe. Eu falando mal dos meus professores que insistem em dar trabalhos monstruosos para o final de semana. Ririamos do nosso passado, sentiriamos saudade da nossa infancia, nossa inocencia. Sorririamos ao lembrarmos dos momentos bons e chorariamos ao recordar dos não tão bons assim. Você me abraçaria, eu te apoiaria. Viveriamos assim. Sem compromissos, sem rotulos, sem preocupações com o amanhã. Eu não me declararia a você. Você não manifestaria seus sentimentos em relação a mim. E assim seria, mesmo vivendo com a duvida de sempre, pelo menos naquele momento, eu teria você. E se eu tivesse você, do que mais eu precisaria?



(이 영 인)